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Beijo e HIV: O desabafo de um Seropositivo em Portugal

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Hoje, um amigo meu desabafou algo que me deixou sem palavras e com sérias dúvidas sobre que nível de informação e de consciência os gays e bis portugueses têm. Seu pseudo-relacionamento não tinha avançado porque ele é seropositivo e o seu companheiro não. Este tinha medo de apanhar o vírus através do beijo. Tinha também medo do que outros pudessem dizer na rua por ter um relacionamento com um seropositivo. Agora pergunto. Que tipo de pensamento é este? Será que já não basta o preconceito que existe com o estereótipo de corpos definidos e másculos? Para ajudar a perceber consultei alguns especialistas que me disseram que era normal este tipo de preconceito. Que as pessoas por muita informação que tenham não conseguem encaixar como se processam estas situações. Penso que talvez seja a altura de esclarecer algumas dúvidas. Nomeadamente sobre a forma de contágio e medicação. Após ter indagado determinados especialistas, um dos factos que tinha a certeza foi desmistificado.

O HIV NÃO SE TRANSMITE ATRAVÉS DO BEIJO.

As formas de contágio podem ocorrer por sangue e secreções sexuais (esperma ou sucos vaginais).

Existem maneiras de prevenir o contágio, nomeadamente com o contracetivo preservativo. Hoje em dia começa-se a falar no PreP, que é nada mais nada menos que um antiretroviral para impedir que quem o toma seja infetado. No entanto, muitos especialistas e muitos estudos não o aconselham porque não existe a certeza se é 100% eficaz. Hoje em dia, cada vez mais existe a nível do tratamento uma enorme quantidade de medicamentos que são dados pelos hospitais e que providenciam, aos portadores de HIV, uma esperança de vida maior do que existia antigamente. Esses medicamentos ajudam o portador do vírus a ter uma vida normal, tendo como contrapartida que nunca poderão deixar de os tomar para toda a vida. O tratamento custa ao Estado uma média de 300€ a 1500€ mês por indivíduo. Com esta medicação, os que a tomam, têm o vírus estável e são quase inexistentes as suas consequências.

O mais importante nisto tudo, é sim, protegermos o nosso corpo e agir com consciência.

No próximo artigo explicarei com mais detalhe o tratamento e quais os efeitos secundários do mesmo

2 meses ago

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