Sara Pacheco – um pouco da minha história de vida e também sobre a transexualidade

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Olá! Sou a Sara.

Aceitei o pedido do Ponto Íris, para escrever um pouco da minha história de vida e também sobre a transexualidade.

– Quando descobri que nasci no corpo errado?

” Desde que me lembro de existir, sempre soube que queria ser uma menina. Talvez a palavra “querer” não seja a mais adequada, pois creio que se trata de uma necessidade e não só de uma simples vontade. Mas desde muito nova que usava a roupa dos membros femininos da família e brincava com aquilo que a sociedade considera ser para meninas.”

– Como iniciei o meu processo de transição?

” Vivi presa dentro de um corpo que não correspondia à minha mente durante 16 anos. Com essa idade, pedi ajuda a uma psicóloga que me acompanhava já há bastante tempo e ela tratou de me encaminhar para os especialistas na área da transexualidade. Comecei pelos testes psiquiátricos, pelos quais todas as pessoas com perturbação de identidade de género passam, onde me foi diagnosticada uma disforia de género. Depois dessa fase, iniciei a terapia hormonal.”

– Como reagiu a minha família quando falei que ia iniciar o processo de transição?

” Bem, penso que as reações dos meus familiares foram normais. Todos entraram em choque ao início mas depois acabaram por perceber que não havia mais nenhuma saída possível. Mesmo assim, cortei relações familiares com aqueles que me rejeitaram e me humilharam.”

 

– Qual o conselho que tenho para dar às pessoas que querem iniciar o processo de mudança?

” Aconselho a que haja uma certeza absoluta, por parte dessas pessoas, que necessitam passar por este processo. Digo isto, porque é um processo lento e muito desgastante a nível psicológico. Eu, por exemplo, tive que abandonar os meus estudos. Não pelo processo em si, mas pela ignorância da sociedade e pelo cansaço psicológico que daí provinha”

2 meses ago

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